quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Sweet Child O’ Mine

Conheço um boleiro, bombadinho e que não gosta de pagode, prefere um rock. Lembro que ele disse que iria em um show cover, em um bar aqui em Fco. Beltrão. Beleza, esse lugar fica tipo, no fim da cidade, de um lado, uma avenida que leva ao centro, a cidade, do outro lado, tem uma montanha cheio de mato, árvores, estrada não asfaltada. Como aquela boate da história passada é perto de casa, me preparei para ir dar uma olhada como estava lá, mas sem o parceiro negro e sim com o parceiro de casa. Nenhuma fila e aquela porta aberta nos chamava para entrar e curtir um monte. Nossa, que ótimo, sem nenhum transtorno para entrar. Put*, que bo*ta, não tinham aberto a pista em baixo, tinha umas pessoas conversando perto do bar, perto da saída e nada de que eu queria.
Olhei pro lado e falei, “Por*a, vamo embora, ta caidinho hoje!”. Fomos lá fora e eu, como já mencionei antes, muito esperto, pensei comigo mesmo, “por que eu não ligo pro recém habilitado e peço pra gente da uma volta??”. Feito. Ligo pra ele e pergunto onde ele ta, ele responde que indo leva a namorada dele pra casa dela (meeeu, pense o lugar longe que ela mora, tipo, quase considerado outra cidade dentro de Fco. Beltrão) e pediu se a gente queria carona. Bom já imaginam a resposta não é? Estávamos nós no carro, e indo pro bar que o boleiro ia. Quase chagando lá, do nado ela ficou brava, e deu uma briguinha com o recém (creio eu que a culpa é minha, maaas...). Nos despedimos e lá sim, era o lugar onde tava o povo, tudo bem, que mais fora que dentro. R$15,00 a entrada pra ver um show cover, put* que pariu, eu tinha R$19,00. Deu só pra uma coca lá dentro.
“Velho, vô mija”, aquele banheiro minúsculo, com dois mictórios e uma patente, encontrei o boleiro, bombadinho como sempre, mas com as veias vermelhas dentro do olho. Beleza, esse já ta bem. Fomos com ele e nos juntamos com uns amigos dele, no meio da galera. Esqueci de mencionar que o lugar é um cubículo, e só pode ser um fumódromo, caralh* de fumaça (de todos os tipos), também, Gun’s cover. O Axl até que era parecido, o Slash, (AHUSUHSAUHSAUH) coitado, forte que nem o verdadeiro, o tamanho P slim fit, deveria ficar pequeno no cara, mas o cabelo tava massa, o baterista, trovando umas gurias lá, e levando corte. Por*a, Gun’s é um tesão, curti. Só que tinha uns desgraçados de uma vila de Beltrão, a 7km que put* que bis*ate, ficavam naquela rodinha punk. Ah, pra quê, e a gente só levantava os braços e só na cotovelada (nossa, acho que nem em luta de Muai Tai dão tanta cotovelada quanto a gente deu neles).
Cavernoso, como diz o boleiro, mas foi massa, descendo o cotovelo neles, ouvindo um gun’s, até salvando vidas.
Sim, tinha um emo, gay e alto chapado, deveria estar vendo nx zero tocando sweet child o’ mine, mas tava lá, pulando, berrando e babando, semelhança com primatas? Exatamente, parecia um. Porém, na minha frente, uma linda baixinha (puxando saco) querendo apenas curtir o cover show, e o desgraçado pulando e querendo um dedo no *ú dele. Ela estava em perigo, a mercê de ser pisoteada, foi então que senti um chamado divino, dizendo, “Salve a vida dessa menininha, salve a vida dessa menininha” empurrei o cara, ele veio pra cima, os amigos do boleiro, vieram pra cima, ficamos na paz. Salvei uma vida e isso é gratificante.
Já no final, precisávamos voltar, ligar, pro recém? Lá por 5 da manhã? Nem a pau, por mais vontade que tive. Fomos a pé mesmo, atravessando meia cidade, pra dormir, é, pessoas fazem isso, menos os sem-tetos (por não terem casa), os africanos (por não desperdiçar tempo atrás de casa se não tem nem comida) e os do Oriente Médio (por não conseguir atravessar uma rua sem levar um tiro ou uma bomba). Voltamos rindo, com a galera, não lembro o nome de todos, tinha uma loira que ta em Ctba, a baixinha que salvei a vida, o boleiro bombado, o namorado da baixinha, o parceiro de casa, e mais alguns, que alguns tornaram-se grandes amigos. Essa escapada, também ninguém descobriu, até agora.
 Um salve pra baixinha que salvei, pra loira de Curitiba, pro negão, pro boleiro e pra prima gatinha.

6 comentários:

  1. Porém, na minha frente, uma linda baixinha (puxando saco). Ela estava em perigo, a mercê de ser pisoteada, foi então que senti um chamado divino, dizendo, “Salve a vida dessa menininha, salve a vida dessa menininha” empurrei o cara, ele veio pra cima, os amigos do boleiro, vieram pra cima, ficamos na paz. Salvei uma vida e isso é gratificante.

    obrigada por salvar minha vida OISUADOSAUDUA te devo uma! Foi muito engra esse dia, o texto tá ótimo :*

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  2. êê, esse dia foi engraçado. E eu não to mais loira Victor :( UIASHDIHASUIDHASUIDH um salve!

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  3. "o Slash, (AHUSUHSAUHSAUH) coitado, forte que nem o verdadeiro, o tamanho P slim fit, deveria ficar pequeno no cara, mas o cabelo tava massa"

    Posso ser o Slash nessa história toda? haha...

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  4. O cara, o slash era magrinho mas gente boa. E eu me "a.c.a.b.e.i" nesse show cover UIASHDIHSUIDHSUDHSAD

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  5. HSUAUHSAUHSAUHSAUUHSAUHSAUHUSA
    mari, pode..
    UHSAHUSAHSA
    sara, realmente, mas tava loira do show!!
    UHSAUHUSHSAUUHSA

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