Qual é seu ponto de vista sobre a polêmica em torno da obra "Por uma vida melhor"? Aproveitando ao menos parte da coletânea de apoio acima, escreva um texto em até 20 linhas apresentando sua opinião e os argumentos que a sustentam.
Por uma vida "realmente" melhor
Falas como escreves? Dificilmente. Com a publicação do livro "Por uma Vida Melhor", travou-se uma "guerra civil" na língua portuguesa. Para os sistemáticos robotizados, a norma culta é a absoluta; a popular é a suburbana e errônea. Para os modernos o importante é a ideia da mensagem ser transmitida integralmente. Modernos estes como os Andrade; Manuel Bandeira; Carlos Alberto Faraco, linguista e ex-reitor da UFPR, que defendeu à Gazeta do Poo (19/05/11) a necessidade de informar aos alunos das variedades linguísticas, norma e culta - ambas corretas -, por exemplo; e Luís Fernando Veríssimo dizendo que "a linguagem foi feita para a comunicação". Com a estratificação proposta pela classe dominante, o preconceito é inevitável, um abismo se abrirá entre os escolarizados e os que não têm essa oportunidade de estudar. Já não bastam inúmeras outras segregações sociais?
Nada em seu extremo é benéfico. Ignorar a fala natural de um povo é extinguir a cultura nacional. Jogá-la na clandestinidade subordinada a barreiras impostas é um atentado à democracia. Pois a maioria estava sujeita a preconceitos da minoria elite com acesso à escola. Nem ignorar a fala e nem deixá-la à mercê da orgia linguística. Entender a essência da conversa é o que basta. Com ou sem enfeites. Não se deve estigmatizar as normas culta e popular. Devem caminhar juntas.
"Cê fala como tu escreve"?
"Tomara que caia temas que eu tenha ciência para discorrê-los. Amém!"
@victorsendoda
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