quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

E se realmente acabar?

   Apesar da minha identidade cética para previsões, é no mínimo intrigante pensar na possibilidade. E se realmente acabar?
   Vejam bem... se acabar o mundo..



PUF



   "Hey, maia, vai tomar no c*. Amém!".



@victorsendoda


http://www.facebook.com/victorhugo.luzsendoda









¬¬

Conto sem graça.


       @tamybertola


           Ai que saudaaaaaade de escrever aquiiiii.. Bom, minhas férias começaram (YAY!), e agora estou com mais tempo para me dedicar ao NMD (YAAY!), e vou tentar intercalar horas de leitura dos meus lindos livrinhos fofinhos e cheirosinhos das Cronicas de Gelo e Fogo (YAAAAAAAAAAY!) com tentativas de escrever algo criativo  :)
             Esse é um dos primeiros contos que eu escrevo e não ficou bom, vou logo avisando. Escrevi com a ajuda de um amigo, que escreveu um pedacinho e eu continuei. Deliciem-se (not) com minhas frases mal construídas e minha falta de criatividade até pra criar um título.
           

Imagine um título criativo aqui.

       Era tarde e a praia estava deserta. Ao longe podia ver luzes cintilantes que vinham do centro da cidade. A cada passo sentia o corpo estremecer ao toque com a areia fria. A solidão lhe fazia companhia e era dela que Anita precisava naquele momento. A jovem não se importava de caminhar sozinha pela penumbra da noite, mas ressoavam em sua mente os conselhos de sua tia sobre como é perigoso andar desacompanhada ultimamente.
          Avistou uma fraca luz que vinha de uma gruta localizada em um rochedo próximo. Dividida entre a vontade de subir lá e o receio do que encontraria preferiu matar sua curiosidade. A escalada fora relativamente fácil, o terreno não era muito íngreme. Se aproximou com cuidado da entrada da caverna, seu sexto sentido lhe dizia que algo estava errado ali. O cheiro de putrefação atingiu suas narinas lhe causando ânsia de vômito. O terror tomou conta de seu corpo quando viu dentro da caverna cinco corpos quase irreconhecíveis, mas claramente femininos, cobertos de moscas e vermes. Ao lado dos corpos despidos e despedaçados uma fogueira bem feita, com chamas dançantes e que brincavam no ar, testemunhava a crueldade que acontecera ali. Movida pelo desespero e com as mãos trêmulas pegou o celular de seu bolso e discou o número da polícia. Nenhuma resposta foi ouvida, a bateria tinha acabado segundos depois de ter discado o número. O desespero só aumentava. Olhou para os rostos, talvez conhecesse alguma daquelas jovens, mas era impossível distinguir algo no estado que se encontravam.
              - Quer dizer então que agora tenho visita? -Ressoou a voz na entrada da caverna.
       Num pulo Anita virou-se e por alguns segundos ficou paralisada. A voz terrivelmente familiar ecoando pelo local e os olhos para os quais ela já olhara tantas vezes a deixavam em estado de choque. Dentro dela seu coração doía de tão forte que batia. Medo. Pavor. Não conseguia acreditar que toda aquela crueldade e covardia pertencia ao padre que tantas vezes ouvira suas angústias e confissões. Anita estava paralisada. Sob a fraca luz da fogueira pode ver o brilho do revólver na mão do homem.
          -Não podemos deixar você voltar a cidade ou pra sua casa, não é mesmo Anita? Ambos sabemos o que vai acontecer se eu permitir tal coisa.
          -Por que tudo isso padre Augusto? Por que??
          -Elas precisavam de absolvição através da carne, o pecado as consumia e suas almas já estavam tão deterioradas que… tadinhas… eu só as ajudei. Eu salvei aquelas pobres meninas. - Anita estava boquiaberta, aquilo não podia ser real. - E os seus pecados, minhas filha, também te corroem. Essa angústia que sentes é sua alma clamando pela salvação. Salvação que eu posso te dar, prometo que depois de 15 minutos de alguns bons tratos seu coração já estará leve e livre do fardo do mundo do pecado.
        - Como pode, padre Augusto? Como consegue acreditar nisso? - Disse Anita, andando vagarosamente em direção ao padre - Não vês que o pecador aqui é o senhor?? Estás louco!! Tortura e mata essas moças, indefesas, que tinham a vida toda pela frente com a desculpa que as salva, mas o senhor devia salvar a si mesmo!! Estás cometendo um crime! Uma atrocidade! O senhor, que todos confiam, é um psicopata!
         A poucos metros do padre Anita suava frio e tremia, suas pernas estavam fraquejando, ela estava ficando tonta com o cheiro que parecia cada vez mais forte. Augusto mantinha sua serenidade e com seu tom doce disse:
          - Não te preocupas, minha filha, sua família não sentirás sua falta.. logo se juntarão a você.. aqueles pecadores miseráveis!
          Tomada pela raiva, Anita corre na direção de Augusto e o empurra com toda a força que consegue encontrar dentro de si tentando jogá-lo para fora da caverna. Tudo o que ela queria fazer naquele momento era matá-lo. Uma dor descomunal lhe toma o peito. Ela conseguiu o fazer cair no chão da caverna e a arma escapou das mãos do homem, mas sem antes atirar nela. Ambos estavam no chão, Augusto claramente mais forte que Anita joga a jovem para o lado e pressiona seu pescoço suficientemente forte para que ela vá perdendo o fôlego, mas lentamente o suficiente para conseguir lhe fazer sofrer por muito tempo, se assim quisesse. 
        - Não temas, minha filha, a salvação está próxima…
        - Aproveite… - conseguiu dizer Anita com a voz abafada tentando não perder a consciência.
        - Aproveitar o que, querida?
        Anita tentou completar a frase, mas já estava sem ar. Seus dedos que tentavam se livrar das mãos do agressor agora estavam fracos e ao lado de seu corpo, ela estava a ponto de desmaiar.
       - Não posso te deixar morrer assim tão rápido.. - disse Augusto aliviando a pressão que suas mãos aplicavam sobre o pescoço da jovem - Vamos ver como está seu ferimento, será que ele dói tanto quanto o pecado lhe corroendo a alma??
       Augusto aperta com a mão o local abaixo da clavícula da moça, onde a bala havia se instalado e de onde saía uma quantidade considerável de sangue. Anita estava muito tonta, seus pensamentos não faziam sentido, o ar faltava, tentava respirar mas dor a impedia de se mover. A dor a trouxe a realidade. Suas mãos começaram a percorrer o terreno em volta de seu corpo, o chão era arenoso mas tinha muitas pedras. Sua mão esquerda encontrou uma pedra relativamente grande e quando tentou pegá-la Augusto a segurou pelo braço.
       - Achas que é esperta? - Disse ele às gargalhadas
         Sorte de Anita, sua outra mão também estava preparada e munida com uma pedra um pouco menor, mas suficientemente dura para fazer um estrago na têmpora esquerda do padre. Ele quase perdera a consciência, Anita não era muito forte e mesmo estando com muita dor o golpe foi bem aplicado. Augusto rolou para o lado. Anita levantou-se com muita dificuldade, pegou a arma e apontando para o padre disse pausadamente:
         - Aproveite seu lugar no inferno, seu bastardo infeliz!!!!
         Foram as últimas palavras que Augusto ouviu, logo antes de levar quatro tiros no peito. Foram as últimas palavras de Anita proferiu, logo antes de cair no chão…. Inerte.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Apocalypse Now

 Boa noite leitores, serão vocês os sobreviventes do fim dos tempos que se aproxima ?
    Se  o título do post soar familiar para você, tirei de um filme americano de 1979, do gênero suspense de guerra, dirigido por Francis Ford Copolla, baseado no livro Heart Of Darkness de Joseph Conrad. Mas diferente do que a ilustração mostra, no filme não há nada de zumbis. Poderia ter escolhido algo como Resident Evil mas isso não vem ao caso, minha professora de redação costumava dizer que nem sempre o título tinha que condizer com o texto ou imagem, espero que ela esteja certa disso.  
  A questão é que faltam menos de dois dias, se considerar a hora em que o post foi criado, para o fim dos tempos, os 3 dias de total escuridão, a extinção da raça humana, tudo segundo os Maias e o livro de Nostradamus e segundo a mídia é claro. Entrando nessa onda, alguns preferem acreditar no Apocalipse Zumbi, pode apostar que em algum lugar do mundo alguém muito fiel a isto deve estar neste exato momento lustrando suas mais valiosas armas de fogo, laminas e bastões. Inclusive a vários sites, que se você quiser pesquisar mais afundo, irão lhe dar algumas dicas das "melhores (e piores) armas para matar zumbis" que ao meu ver seria bem mais divertido um pré fim com algo assim não ? Hahahahaha 
  Bem espero que todos vocês estejam muito bem armados caso isso venha a acontecer, afinal de contas o que seria dessa vida rotineira se não houvesse um toque de criatividade e imaginação não é mesmo! 


                       Obs: Ainda estou aprendendo a desenhar zumbis, então me perdoem por estas meias criaturas...

 Eu já preparei as minhas armas, e você ? 

Um abraço e até a próxima, se o mundo não acabar é claro ! 

 Amanda

sábado, 15 de dezembro de 2012

IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIT'S TIIIIIIIIIIIIIMEE

   -Aqui é Paul McKnight e estamos ao vivo no 1º Campeonato Interno da Academia SIAM de Francisco Beltrão. Os atletas irão se graduar e depois haverá em torno de 13 lutas brilhantes. (Não tanto, pelo menos não a minha, haha). Joe, conte-nos um pouco sobre o evento.
   -Ok, Paul. Estamos todo ansiosos para ver como serão as lutas. Todos novatos na arte de lutar, eles com certeza irão para cima e farão de tudo para vencer.
   -Olha lá, está para começar. Vamos ouvir o Bruce Buffer fazer a introdução...

   And now, the main event of the evening!! IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIT'S..TIIIIIIIIIIIIMEE!!
   In the yellow corner... pesando 76kg, medindo 1,80, estreante no Muay Thai, da cidade de Apucarana, Paraná, Brasil... O undefeated  Victor Hugo "Samurai" Luz Sendoda!! Defendendo a Academia SIAM/Francisco Beltrão, tem como mestre Alvaro Francescon.
   In the red corner... com praticamente o mesmo peso e altura do Samurai, da cidade de Francisco Beltrão, Paraná, Brasil... Alessandro Braz!! Também defendendo a Academia SIAM/Francisco Beltrão, com o mesmo mestre Francescon.

  -Joe, eles treinam juntos, certo?!
  -Sim, Paul, conhecem os mesmos golpes, possuem o mesmo treinador, porém apenas um levantará as mãos para o céu. É agora que a diferença vai aparecer!
   -Obrigado pela audiência, vamos agora para os patrocinadores..


   Leite MU-MU... beba e fique forte como um touro.

KIT Kidiaba... com uma calça saltatória para relembrar do MazembeDay

Ultimate Fighter Championship

   -Chega de patrocinadores... Calcem suas luvas. Coloquem seu protetor bucal. Vamos para a luta!!






   -Joooooee!! Samurai continua invencível!! Com seu cartel de 1/0/0. (HUSAUHSAHUHSAUHSA.) Esse cara nunca viu a derrota! 
   -Exato, Paul, Samurai conseguiu uma façanha! 100% de aproveitamento em sua longa carreira!! (¬¬ hehehe). 
   -Vamos ouvir a entrevista.

   -Samurai, conte-nos, como foi a preparação para essa luta.

   Boa noite a todos. Treinando todo dia. Focando a vitória. Comparando com o futebol, treino é jogo e jogo é guerra! O adversário foi complicado. Grande lutador. Mas felizmente consegui sair com a vitória.

   -Por que aquela música?

   Hahaha. Eu esqueci de levar o pendrive com a minha música. Eu queria entrar com "Kick Out the Epic Motherfuck*r - Dada Life" ou "Tommy's Theme - Noisia". Então peguei um pendrive de um amigo lá mesmo e tive que escolher rápido. Hahaha.


   

   -E esse olho roxo e nariz sangrando?!

   Bah, pois é. Faz parte. Como já disse, o adversário foi complicado. Apareceu uma cotovelada na parte de baixo do meu olho esquerdo, e mesmo sendo proibido nas lutas amadoras, continuei. É bem aquela frase: "Sangue no olho!". Tem uma frase que destaca bem meu amadurecimento. "Depois que você recebe alguns socos e chutes percebe que não é feito de vidro". E é isso que aconteceu. O problema é a mamãe entender... hehehe

   -Vimos que você caiu muito. O que houve?

   A maioria das vezes foi questão de equilíbrio. Logo após um chute, o contra-ataque, na maioria das vezes defendido, desequilibra e cai. Mas contanto que o soco ou chute não entre, cair não perde ponto para o que cai e nem dá ao que fica em pé. Caí também parecendo judô. Com a perna dele atrás da minha. Isso não mostra nada. Afinal, o resultado está aí.

   -Vimos também que o protetor da cabeça dele caiu duas vezes. Mal encaixado?

   Possivelmente. Mas só caiu porque entrou os golpes. E aquilo incomoda demais. Com a vaselina no rosto, o capacete não para no lugar. Faz parte.

   -E houve uma paralisação por causa de um golpe baixo?

   Houve uma paralisação. Na luta, você não pensa muito, e agora não lembro bem. E não me lembro de ter chutado baixo. Sei que parou a luta depois que entrou dois diretos na cabeça. Enfim, pode acontecer. Lances sem intenção. Assim como a cotovelada no olho. 

   -O que aconteceu no final?

   Ah, lamentável. O adversário, creio eu, mora perto de onde foi o evento. Foram muitas pessoas torcer por ele. E óbvio que perder não é legal. Quando saiu o resultado, gritei para a plateia. Acho que interpretaram mal e acabaram jogando uma latinha de cerveja. Mas isso não diminui o brilho da luta (até parece). 

   -Algum plano para o futuro?

   Olha amigo, meu futuro é incerto. Estou cada vez gostando mais de Muay Thai e Jiu Jitsu. Vamos ver o que o destino nos reserva. Meu verdadeiro sonho é ser médico. As lutas são hobby. Agora é descansar. Aproveitar os louros e as batatas. Afinal, ao vencedor as batatas.

   -Parabéns pela luta, bom descanso.

   Obrigado. Vou precisar. Quero ver amanhã quando eu acordar.


(Obrigado por virem. Amo vocês!!)



   "Obrigado, Deus, por essa vitória. Mas só quero vencer a batalha do vestibular. Esse sim está difícil. Amém!".


@victorsendoda


http://www.facebook.com/victorhugo.luzsendoda

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Saudações !

Caros leitores.
    Venho através desta postagem me apresentar e agradecer ao Victor Hugo pelo convite de postar minhas ilustrações aqui no Não Me Desce, será uma honra.
   Bem me chamo Amanda e sou estudante de publicidade, a escolha do curso foi por estar dentro do meio o qual quero seguir carreira, voltado a artes e ilustrações, comerciais, coisas assim.
   Meus desenhos retratam um pouco das coisas que sinto, outras que vivo e outras apenas malucas formas que vem na minha cabeça, deve ser por que tenho um bom tempo livre pra não ter outras coisas para pensar, então compartilharei todas elas a partir de hoje aqui com vocês.


                                         Obs: Talvez no dia que fiz o desenho estava com o humor um
                                                       pouco alterado em vista da cara, mas ta valendo hehehe

  Espero que gostem, um abraço e até a próxima !

 Amanda.

Hello Amanda, I wanna play a game.

   A segunda pessoa a ler todo o NMD também fez um comentário. Porém, de brinde veio uma ilustração. A excelentíssima senhorita Amanda Baier, cursa Publicidade e Propaganda em Pato Branco e tem um dom com as mãos na arte de desenhar. Abaixo a ilustração e o comentário.



(Amanda Baier)
   

"Eis aqui o meu sincero comentário em questão de tudo que li no Não Me Desce.
Se tem uma coisa que me atrapalha nessa vida é o déficit de criatividade na hora que tenho que escrever um texto, mas talvez eu consiga expressar um pouco do que achei de todas essas histórias de vida, que em menos de três semanas consegui descobrir , pera me embananei e fugiu o que eu ia escrever, vamos de novo.
Achei bacana o modo como conseguiu encontrar as palavras pra descrever de um jeito cômico as aventuras que passou no seu quase fim de adolescência para a fase jovem vestibulando. Essa fase é uma loucura mesmo, quando temos que decidir o que queremos ser e fazer para o resto de nossas vidas, as festas que queremos fazer, os amores que queremos ter, mas confesso, jamais tinha conhecido alguém com um objetivo tão claro e trassado na vida, é bem a inspirador.
De todos os posts que li, o que mais gostei foi “Missing Home” quando fica bem claro o apreço que sente pela família, e é o que realmente mais importa na vida de alguém.  Bem tentei retratar tudo que li em apenas uma ilustração, onde a razão e a realização predominam. A primeira vista pode ser que seja ela meio confusa, mas se analisar semioticamente a imagem, compreenderá o que quero dizer. Hhahahahaahahah
Eu a batizei de Restless, acho que é mais ou menos assim que deve se sentir, claro de uma boa maneira, querendo mudar o mundo onde vive de uma maneira que não conseguiria ficar queto no seu canto sem fazer nada pra mudar as coisas, dai o nome da ilustração, afinal de contas quantas vidas você terá a chance de salvar,  seja da maneira que for,  em  um futuro que está bem próximo?
Bem espero que goste dessa minha visão. Abraços !".
(Amanda Baier)

   Então, Amanda, te peço com o maior carinho possível, queres usar o NMD para postar seus desenhos? Eu, particularmente, gostaria e muito, afinal, seria mais fácil para eu ver suas obras. hehe. Se sim, deixarei-te como moderadora. Se não, terás que me mostrar seus desenhos sempre. haha.
   O convite está feito. As outras duas moderadoras continuam podendo postar, mas elas estão muito ocupadas na facul. E para ti, seria bom, mesmo para divulgá-los. Enfim, espero que aceites.


   "Que ela venha para ficar e ajudar o NMD. Amém!".


   @victorsendoda

   http://www.facebook.com/victorhugo.luzsendoda
   

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

OLÍMPICO ETERNO! GREnal - 394

   www.naomedesce.blogspot.com.br/2010/11/e-dale-tricolor-sou-quem-nao-te.html
   "E dale TRICOLOR, sou quem não te abandonou! (L)." Post de nov. 2010. Seria legal ler antes...   

   Espartanos e Persas. Gregos e Troianos. Romanos e Bárbaros. Cristãos e Muçulmanos. Ingleses e Franceses. Aliança e Entente. Capitalismo e Comunismo. Israelenses e Palestinos. Gremistas e Colorados. ISSO É GUERRA!!!
   Nós, guerreiros torcedores, esperamos o confronto para poder extravasarmos os corações. Mas ao invés de ódio, o amor ao clube supera o escárnio perante ao outro. Afinal, aonde estão?! Ninguém os vê. Estamos munidos de cânticos, armados com bandeirolas, "armadurados" com as camisas, ungidos com a tradição e protegidos sob o teto Monumental. E na expectativa para o combate, a noite anterior ao confronto sempre vem recheada de imaginações, lembranças e desejos. A minha noite, confesso, foi tomada pela imaginação e pelo sonho, desde a chegada ao portão, renomado e repleto de orgulho, 10...



   ... desde os poucos e, ao mesmo tempo, inúmeros passos até a visão da ilha do tapete verde em meio ao mar azul...



   ... o local da batalha já estava definido a muito tempo. O que aumentava a ansiedade. Ainda mais que era a última batalha daquele lugar sagrado. Eterno Olímpico Monumental. 
   Para um local onde deuses na terra, que ensinavam muito mais que jogar bola, mas a arte de amar incondicionalmente um clube, pudessem desfilar com suas chuteiras rumo à glória imortal, nada menos que um Olímpo, precisávamos de um local olímpico, o Olímpico Monumental. E no casarão dos imortais, tive a façanha de vê-los na minha frente, inspirando-nos para a última peleja no bairro da Azenha. Bairro do Monumental. 



   Vi heróis mitológicos andarem e bradarem o exército gremista, dando urras, cerrando seus punhos ao céu azul celeste. Senti o calor e euforia nos corações de cara um dos mais de 45mil imortais. Euforia essa que não se contia dentro do peito, precisava sair gritada pela garganta. Gritávamos aos nossos deuses tricolores por raça, por amor às cores, pela tradição de toda uma história grandiosa. E os gritos saiam de dentro sem mínimo esforço, como se as cordas vocais entoassem num mesmo ritmo, num mesmo timbre. Como se nossos corações batesses juntos, fazendo um som mais grave que qualquer bumbo, qualquer tilintar de espadas em escudos. E os mestres das espadas passariam vergonha com o manejar dos mestres das bandeirolas. Ah, que épica batalha se aproximava. 
   O ano inteiro nos preparando para o dia D e a hora H. E os segundos passavam e o Sol, que castigava, não passava de um detalhe. Os minutos passavam e o cansaço era inatingível. As horas passavam e a sede de guerra era insaciável. Soou o agudo som, as cordas vocais que pareciam estar no limite, dobraram a intensidade. Os músculos já contraídos, forçou a níveis colossais. Estávamos prontos. Já era hora.
   A luta prosseguia e o auto-intitulado "gigante", não passava de um anão, sob o controle dos IMORTAIS. Claramente nervosos, trocavam pés pelas mãos nas horas de confronto. E as baixas vermelhas aumentavam. Chegou ao ponto extremo da insanidade vermelha de, o general-reserva, agredir um tricolor. Todos sabem que generais são responsáveis pela estratégia e técnica. Mas o desespero vermelho era tanto, que o vermelho ficou amarelo, amarelo igual banana. 







   A supremacia azul cerúlea era inquestionável, afinal, com tantas baixas, o time amarelo ficou na defensiva. Sem expectativas. Sem ambições. Sem conquistas. Como foi o ano inteiro para eles. Aguentando as investidas frontais, laterais e por trás, dos imortais tricolores, de pé, de ponta cabeça, pelo céu, pela terra. Mas com a confusão do general-suplente,a pressão final dos guerreiros da Azenha foi descartada. INJUSTAMENTE. Mas desde sempre sabíamos que além dos inimigos, lutamos contra tudo e contra todos, como por exemplo o apito. Fatores externos à batalha em si, são fatores que na grande maioria das vezes nos atrasam, nos prejudicam, como foi nesta última batalha. E foi cômico ver os amarelos de banana, comemorarem, um empate. Com 19 pontos atrás. Sem vitória pelo menos nos 5 últimos confrontos. Cômico foi um deles relembrar de dias felizes. 







   Então, mesmo depois da peleja, aquele sentimento ainda estava no peito, e não saia mais pela garganta, rasgava quando tentávamos colocar mais para fora. Precisávamos tirar tudo aquilo que estava preso. Então vieram as lágrimas...



   Não é à toa o hino tem o verso "COM O GRÊMIO, ONDE O GRÊMIO ESTIVER". Não é à toa que dizemos "CONTIGO NA BOA E NA RUIM". O choro, não foi pelo empate, mas sim pela despedida do nosso velho casarão. Palco de tantas festas. Tantas glórias. Tantos momentos imortais. O refúgio da vida mascarada, fútil e rotineira. O local de tantas recordações. Parabéns meu Monumental. Aqui sofremos tanto, mas as alegrias compensam. Oh, se compensam. 
  • Pintamos juntos a América de Azul, Preto e Branco.
  • Colorimos o Brasil duas vezes pela Copa.
  • Confirmamos a cor novamente com o Brasileirão.
  • Dos 1763 jogos aqui, saímos invictos em 1537.
  • Dos 122 GREnais, saímos invictos em 88.
   Obrigado pela hospedagem. Agora descanse, Monumental, uma nova ERA está para começar.

   Independente de onde for, quando for, enquanto tivermos esse mar de azul cantando pelo Grêmio, nada de mal irá nos acontecer. 















   




  
  "E dale dale Tricolor.
E dale dale Tricolor.
E dale dale Tricolor.
Eu sou borracho, sim senhor.
E bebo todas que vier.
Canto pro meu Tricolor.
MEU ÚNICO AMOR!!".



Arrepia quem tem sentimento. 

    "Obrigado Deus, por não permitir que eu morresse sem ter voltado para cá. Pobre Gonçalves Dias. Amém!".


   @victorsendoda


   http://www.facebook.com/victorhugo.luzsendoda

Olá POA. Adeus Olímpico. Tchau POA (Até logo?).

   Agora, aqui enquanto escrevo, são 05:26 do dia 04/12/12. Não consigo dormir. Não sei se pelo fato de que meu "passeio", pela linda Porto Alegre, está acabando, ou se pelo fato de uma velha amiga, a insônia. Mas mesmo acostumado com esta companheira de longa data, tenho minhas dúvidas do motivo pelo qual aqui estou. 
   Em uma noite longa da quinta-feira (29), embarco no ônibus em direção à POA. Saída: 19:30. Previsão de chegada: 06:30. Chegada: 08:45. Que droga! Era em torno de 01:00, e estávamos na fronteira riograndense e catarinense, lá pelas bandas de Mondaí. Fomos parados por uma batida policial. "Procedimento padrão", segundo os fardados. Procedimento padrão de atraso, isso sim. Primeiro as mulheres para fora do ônibus com suas bolsas. Revistadas. Depois os homens. Identificados. Então, depois de não acharem nada, nos liberaram. Mas isso, não é tão relevante. Não é tão relevante diante à grandiosidade do que eu vi logo quando cheguei aqui. Estressado e cansado pela longa e exaustiva viagem, tudo me irritava, principalmente o congestionamento antes de chegar ao coração do Rio Grande do Sul. No entanto, olhar para a janela, desejando uma "peixada" de carros para tentar extravasar essa raiva do atraso, me deparo com isso... Foi o Olá POA!



   De que jeito ficar bravo, ou irritado, ou.... ou.... ih, me esqueci. Aliás foi isso que aconteceu, me esqueci de tudo e todos os imprevistos, para ver a futura arena mais moderna da América Latina, a Arena do Grêmio! A poucos dias da inauguração, esse colosso já está em processo de finalização. Só mais um pouco, Arena, mais um pouco e serás a nova casa do Grêmio!
   Após minha chegada a rodoviária, peguei um táxi e fui rever parentes que não via a mais de 10 anos. Meu tio, primo de meu pai, foi uma reaproximação do meu sangue paterno. Pesquisou sobre o passado do nosso NOME... Sendoda. Ou devo dizer "Sendouda"?! Enfim, esta história renderá outro post. Depois de me explicar da lenda, das referências, das viagens, depois de aprender sobre meu passado, almocei e fui ao Monumental. Comprei uma camisa, e quase indo embora, na saída consegui autógrafos do Marcelo Grohe e Marquinhos. hehe.



    Fomos para a casa do Nego Neug, meu irmão de vidas e vidas atrás, desta aqui e outras tantas que virá. Desta vez não fomos do mesmo sangue, mas para que, afinal, que diferença faz?! Noite acompanhada de insônia porque na manhã seguinte havia uma batalha a travar. Mais um vestibular. ULBRA. 
   Nas noites anteriores de vestibular, minha velha amiga vem fazer minha cabeça engrenar, enquanto devia estar a repousar. Mas com isso, já me acostumei. Acordamos, fizemos a prova e .... e se realmente der?! E se... AARGH!! Expectativa sua desgraçada!! EXPECTATIVAS MACHUCAM. Passado então a pressão vestibulosa, uma janta para relaxar e uma viagem para o irmão. Dormi e acordei na expectativa, afinal, era dia de guerra! Era GREnal!!
   Passou-se o GREnal... Portanto, Adeus Olímpico. TAMBÉM RENDERÁ OUTRO POST EXCLUSIVO... E após a minha despedida ao casarão de tantas glórias, fomos comer uma pizza e tomar uma ceva. Para alguém que não almoçou, que quase teve uma insolação e ter uma dor imensa no peito, uma cerveja é o oasis que os sedentos no deserto procuram. A noite veio e com o cansaço o sono e o descanso também. 
   E a segunda foi um dia de curar as ressacas. Ressacas daqueles que beberam, daqueles que não beberam, daqueles que torceram, daqueles que se despediram. Ressaqueados de alguma forma. Eu que bebi dessa cidade, sinto sede desde já. Tanto por ver ainda. Tanto por viver aqui. E hoje, 07:00 da manhã de terça, é meu dia melancólico de despedida não só do Monumental, mas da gloriosa POA.
   Hoje ainda me despedirei do irmão de alma, da família, da cidade. Então lá vai, Tchau POA. Mas ouça-me, querida anfitriã, eu voltarei! Pretendo voltar em breve. Com um sorriso na cara, com o cabelo curto, com um sonho e mais leve. É... acho que minha velha amiga não é a culpada por estar aqui até esta hora, mas meu coração que quer aproveitar um pouquinho mais desta terra querida. Tenho que ir mas espere por mim. Acho, enfim, que será um Até logo...
   

   "Que este até logo seja diferente dos robotizados que dizemos aos desconhecidos. Que o logo se torne agora e o agora em longos anos. Amém!".


   @victorsendoda

   http://www.facebook.com/victorhugo.luzsendoda