"E dale TRICOLOR, sou quem não te abandonou! (L)." Post de nov. 2010. Seria legal ler antes...
Espartanos e Persas. Gregos e Troianos. Romanos e Bárbaros. Cristãos e Muçulmanos. Ingleses e Franceses. Aliança e Entente. Capitalismo e Comunismo. Israelenses e Palestinos. Gremistas e Colorados. ISSO É GUERRA!!!
Nós, guerreiros torcedores, esperamos o confronto para poder extravasarmos os corações. Mas ao invés de ódio, o amor ao clube supera o escárnio perante ao outro. Afinal, aonde estão?! Ninguém os vê. Estamos munidos de cânticos, armados com bandeirolas, "armadurados" com as camisas, ungidos com a tradição e protegidos sob o teto Monumental. E na expectativa para o combate, a noite anterior ao confronto sempre vem recheada de imaginações, lembranças e desejos. A minha noite, confesso, foi tomada pela imaginação e pelo sonho, desde a chegada ao portão, renomado e repleto de orgulho, 10...
... desde os poucos e, ao mesmo tempo, inúmeros passos até a visão da ilha do tapete verde em meio ao mar azul...
... o local da batalha já estava definido a muito tempo. O que aumentava a ansiedade. Ainda mais que era a última batalha daquele lugar sagrado. Eterno Olímpico Monumental.
Para um local onde deuses na terra, que ensinavam muito mais que jogar bola, mas a arte de amar incondicionalmente um clube, pudessem desfilar com suas chuteiras rumo à glória imortal, nada menos que um Olímpo, precisávamos de um local olímpico, o Olímpico Monumental. E no casarão dos imortais, tive a façanha de vê-los na minha frente, inspirando-nos para a última peleja no bairro da Azenha. Bairro do Monumental.
Vi heróis mitológicos andarem e bradarem o exército gremista, dando urras, cerrando seus punhos ao céu azul celeste. Senti o calor e euforia nos corações de cara um dos mais de 45mil imortais. Euforia essa que não se contia dentro do peito, precisava sair gritada pela garganta. Gritávamos aos nossos deuses tricolores por raça, por amor às cores, pela tradição de toda uma história grandiosa. E os gritos saiam de dentro sem mínimo esforço, como se as cordas vocais entoassem num mesmo ritmo, num mesmo timbre. Como se nossos corações batesses juntos, fazendo um som mais grave que qualquer bumbo, qualquer tilintar de espadas em escudos. E os mestres das espadas passariam vergonha com o manejar dos mestres das bandeirolas. Ah, que épica batalha se aproximava.
O ano inteiro nos preparando para o dia D e a hora H. E os segundos passavam e o Sol, que castigava, não passava de um detalhe. Os minutos passavam e o cansaço era inatingível. As horas passavam e a sede de guerra era insaciável. Soou o agudo som, as cordas vocais que pareciam estar no limite, dobraram a intensidade. Os músculos já contraídos, forçou a níveis colossais. Estávamos prontos. Já era hora.
A luta prosseguia e o auto-intitulado "gigante", não passava de um anão, sob o controle dos IMORTAIS. Claramente nervosos, trocavam pés pelas mãos nas horas de confronto. E as baixas vermelhas aumentavam. Chegou ao ponto extremo da insanidade vermelha de, o general-reserva, agredir um tricolor. Todos sabem que generais são responsáveis pela estratégia e técnica. Mas o desespero vermelho era tanto, que o vermelho ficou amarelo, amarelo igual banana.
A supremacia azul cerúlea era inquestionável, afinal, com tantas baixas, o time amarelo ficou na defensiva. Sem expectativas. Sem ambições. Sem conquistas. Como foi o ano inteiro para eles. Aguentando as investidas frontais, laterais e por trás, dos imortais tricolores, de pé, de ponta cabeça, pelo céu, pela terra. Mas com a confusão do general-suplente,a pressão final dos guerreiros da Azenha foi descartada. INJUSTAMENTE. Mas desde sempre sabíamos que além dos inimigos, lutamos contra tudo e contra todos, como por exemplo o apito. Fatores externos à batalha em si, são fatores que na grande maioria das vezes nos atrasam, nos prejudicam, como foi nesta última batalha. E foi cômico ver os amarelos de banana, comemorarem, um empate. Com 19 pontos atrás. Sem vitória pelo menos nos 5 últimos confrontos. Cômico foi um deles relembrar de dias felizes.
Então, mesmo depois da peleja, aquele sentimento ainda estava no peito, e não saia mais pela garganta, rasgava quando tentávamos colocar mais para fora. Precisávamos tirar tudo aquilo que estava preso. Então vieram as lágrimas...
Não é à toa o hino tem o verso "COM O GRÊMIO, ONDE O GRÊMIO ESTIVER". Não é à toa que dizemos "CONTIGO NA BOA E NA RUIM". O choro, não foi pelo empate, mas sim pela despedida do nosso velho casarão. Palco de tantas festas. Tantas glórias. Tantos momentos imortais. O refúgio da vida mascarada, fútil e rotineira. O local de tantas recordações. Parabéns meu Monumental. Aqui sofremos tanto, mas as alegrias compensam. Oh, se compensam.
- Pintamos juntos a América de Azul, Preto e Branco.
- Colorimos o Brasil duas vezes pela Copa.
- Confirmamos a cor novamente com o Brasileirão.
- Dos 1763 jogos aqui, saímos invictos em 1537.
- Dos 122 GREnais, saímos invictos em 88.
Obrigado pela hospedagem. Agora descanse, Monumental, uma nova ERA está para começar.
Independente de onde for, quando for, enquanto tivermos esse mar de azul cantando pelo Grêmio, nada de mal irá nos acontecer.
"E dale dale Tricolor.
E dale dale Tricolor.
E dale dale Tricolor.
Eu sou borracho, sim senhor.
E bebo todas que vier.
Canto pro meu Tricolor.
MEU ÚNICO AMOR!!".
Arrepia quem tem sentimento.
"Obrigado Deus, por não permitir que eu morresse sem ter voltado para cá. Pobre Gonçalves Dias. Amém!".
@victorsendoda
http://www.facebook.com/victorhugo.luzsendoda

















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