sábado, 17 de setembro de 2011

A muito, e muito tempo...

  À muito, e muito tempo atrás (uma semana), tanto quanto as estrelas no céu, um grupo de aventureiros se embrenharam na mais épica jornada de suas vidas. Montados em seus Corcéis Alvos (KombiMobile) partiram para o horizonte naquela tarde nublada precedendo o crepúsculo.

  Todos afoitos esperando quais seriam as surpresas que trespassariam pela tal rota, querendo gravar seus nomes na épica jornada: Desbravar as terras longínquas de Manduri. Os cavaleiros trajados (samba-canção) com seus elmos, cotas de malhas reluzentes à luz da Lua, e firmados ao couro do animal, foram ao encontro do horizonte. 
  Dias e noites se passaram (40 minutos). Aquelas terras pouco conhecidas, ascendiam suas cobiças por honras e glórias (sossego). Mas eles não pesaram, na balança de Atena, os riscos. Tão grandes riscos . Se há possibilidade de riquezas e prestígios, os perigos mais dantescos poderiam estar os aguardando.


  A sintonia era perfeita. Entre eles: uma irmandade. Levantavam seus punhos com suas armas (360, litrão, velho e Jack) e gritavam:
  -Urra! Honra ao passado e glórias ao futuro!
  Estradas. Rios. Morros. Mesmo distante de suas casas eles permaneciam persistentes a um propósito - ao propósito de todo Cavaleiro, glória eterna.


  No front da campanha, estava Eduardo Bowulgh, o Justo. Guiando seus companheiros até o limite do conhecimento geográfico, após esse limite, estariam à mercê de seus próprios deuses. Aliás, nem mesmo deuses conseguiriam protegê-los.


  - Mais dezessete luas contornando a Floresta Maldita ou o atalho de 15 léguas pela encosta do Rio Marrecas com a Montanha dos Desesperados?
  Neste instante, todos se olharam e divididos não chegaram à uma conclusão. Foi então que o Justo decidiu pela encosta.
  Logo no começo da nova rota, um impasse. Precisavam atravessar o rio, mas com que ponte?
  Com pressa e irritado, Victor Hugo de Payun, o Destemido, com sua força mitológica de Hércules derrubou uma pequena árvore à beira do Marrecas, mas suficiente de tamanho para conseguirem atravessar. 


  E ele gritou:
  -Corram, infelizes! Essa ponte não vai ficar para sempre. 
  De fato, com a correnteza do rio, a ponte improvisada não aguentaria por muito tempo. 
  -E desmontem de seus cavalos, "seus cavalos".... 
  E à frente de seus Corcéis Alvos, da Península de AutoPol, onde os cavalos selvagens corriam mais rápidos que Hermes, tomaram a rédea e conduziram ao outro lado. Como fora o "construtor" da ponte, nada mais justo que o Destemido fosse o último a cruzá-la. Mas quando foi sua vez de cruzar o Marrecas, a árvore começou a descer o rio. Victor Hugo montou velozmente no Olímpico - seu indomável - e saltaram da ponte.



  Olímpico todo musculoso, tão quanto dois normais equinos, firmou suas patas dianteiras em solo firme. Aliviado, suspirou de Payun mas algo lhe puxava para trás. Fora Newton e sua gravidade. As patas traseiras do Corcel não alcançaram o chão, mas a encosta da montanha. Com pedras caindo no rio e provocando o barulho da morte, o restante do grupo decidiu agir. Jeferson Gallout, o Ágil, fez jus ao seu nome. Rapidamente lançou a corda que prendeu na ponta da cela. Perfeitamente. Precisamente. Agilmente. Conseguiram resgatam Olímpico e seu dono. 
  Com o passar do susto, a proximidade do abismo não era mais problema. Com a velocidade do cavalgar, o vento da liberdade e juntamente com a brisa do rio a baixo, deixavam-nos felizes. Enfim, começara a aventura.


  Com o grilar da noite montaram o acampamento. Firmaram as tendas, prepararam a fogueira e tragaram o vinho. Faltava o alimento. Por um descuido de sua faculdade, Victor Hugo esquecera do alimento (40 pães). Com os ânimos à tona, esqueceu de carregar seu indomável com a comida. Tiveram que caçar. Fartaram-se com carne, pois Kauê Marcceloi, o Cordeiro-Negro, trouxe da breve caça nas montanhas, o suficiente para todos. Como era de costume na época, era função do caçador preparar a caça para servir de alimento. Fez questão de tomar a frente da fogueira e adaga.


  Com um tempo livre, como de costume nos acampamentos antigos, Etcheverry Santerrie, o Místico, preparava suas poções e elixires. Recitava uns encantamentos e contava suas façanhas que vivera nas Terras Além-Mar. 


  Dentre Eduardo Bowulgh, o Justo; Victor Hugo de Payun, o Destemido; Jeferson Gallout, o Ágil; Kauê Marcceloi, o Resistente; Etcheverry Santerrie, o Místico; havia também Bernardo de Origon, o Gigante. Este, nascido na mais fria terra conhecida no mundo, Elsya Origon. Lá, só os fortes sobrevivem. Literalmente, como em Esparta, só os mais fortes eram os escolhidos. Com uma seleção artificial, eles se diferenciam do resto do mundo por serem qualificados em quase tudo, menos relacionados à alimentação. 


  Renegados pelos pais Origoneses, os rejeitados são abandonados à própria sorte. E Paulo Alexander, o Sobrevivente, não só vive mas como também tornou-se exímio sobrevivente. Não há como derrubá-lo.


  Com esse grupo reunido em torno de uma fogueira, contemplavam o universo. A Lua, os astros, a poeira cósmica velavam seus ideais. E como se consentissem, os brindavam com a luz do luar cheio, temperando o céu com as estrelas.


  Juntos, unanimes, juraram não perder aquela sede por aventuras (e cachaça).
  -Fogo. Água. Terra. Ar. Coração. Juntos, eu sou o Capitão Planeta!


  Algumas horas depois. Algo de estranho aconteceu. Duas mulheres (credo) de cabelos dourados apareceram no acampamento para Victor Hugo. E disseram que deveriam ir embora, pois lá, na terra de Manduri - Mandurã como as belas moças pronunciaram - há uma terrível força maligna. O Destemido indagou:
  -Oh belas donzelas, não há o que temer. Somos cavaleiros, o que irá nos afugentar? 
  E o inesperado acontece. De repente as duas tornaram-se espectros maléficos e com uma risada grave e em uníssono, foi de encontro a ele. Ao trespassá-lo sentiu um enorme frio na medula e despertou do transe.


Com o coração disparado, piscou forte os olhos e viu que não era nada. Mas ficou com aquilo na cabeça e de lá não saía. Um pato estava na sua frente o encarando. Gostou do pato e tomou-o para si. Mas isso não tem nada a vê... haha


  Quando se deparara, percebeu algo estranho. Olhou para a fogueira e antes da visão ela estava acesa; agora, apagada. Encontrou o Ágil deitado, sem forças. Como se estivesse intoxicado com algum veneno (vaaaaaai tonto!). 



  O Sobrevivente acha graça naquilo tudo e diz:
  -Não é irônico o Ágil ser o primeiro a cair em combate? Hahaha!
  Quando ele percebeu a presença do Victor Hugo, perguntou:
  -Onde esteve miserável? Fomos atacados e você sumiu!
  Sem entender, de Payun entende que não estava ali quando tudo aconteceu. Onde eu estava? O que que houve? Foram aquelas bruxas! Não temerei nada, irei caçá-las!


  O Místico acalmou a todos dizendo:
  -A flecha estava envenenada. Mas já dei-lhe de beber este antídoto. Vida Longa!


  Ouvindo passos se aproximando. Passos velozes, ágeis, passam por eles e ouviram o som do veneno sendo expelido pelo companheiro. 
  -Pela velocidade, foi o Jeferson. Ágil até mesmo para ser o primeiro a cair, disse Paulo.


  Quando o Destemido contou sobre o que aconteceu, todos ficaram intrigados. Queriam vingança. E ninguém melhor que ele para guiá-los. 
  -Com a minha força, com a minha coragem, não cansarei até achar quem está por trás disso tudo!
  -URRA! URRA! 
  Então o Sobrevivente, entediado com o acampamento quis ir junto. Ajuda sempre é bom. A não ser que se torne um fardo.


   Foram correndo para o lugar da visão de Payun, a base da montanha, um local muito carregado com energias negativas.


   Analisaram tudo cautelosamente. A fim de não serem surpreendidos.


  Os corcéis ficaram. Ultrapassaram barreiras. Deslisavam as pedras. Um desafio enorme.



  Foi então que Paulo citou as indicações de Etcheverry:
  -"Não subestimem nada aqui na terra de Manduri, nada sabemos. Precisamos agir sabiamente, permaneceremos aqui para tratar do nosso companheiro. Vocês dois, cuidado! Sinto o mal por perto..."


  O Sobrevivente pressentiu o ataque. Duas bestas colossais apareceram rosnando e tomaram posição de combate. Uma sangrenta batalha ocorreu. Após liquidarem uma fera com uma única espadada perfurando o coração do bicho e depois torcê-lo para romper as veias e artérias, Paulo abaixou a guarda. Fora flanqueado nas costelas com o espinho da cauda até então escondida pela besta. Ao presenciar a queda do amigo, Victor Hugo de Payun pulou nas costas da fera e se equilibrou enquanto era chicoteado pelo balançar do animal. Com um golpe de vingança, vingança pelo Jeferson, pelo Paulo, cravou a lâmina no olho esquerdo do mostro, perfurando juntamente o cérebro.


  Carregou-o de volta para o acampamento. Largou-o escorado em um tronco e chamou pelos amigos. O primeiro a chegar foi o Cordeiro-Negro e disse:
  -É mais sábio aprender com o que lidaremos primeiro do que se mandar para longe, nos separarmos para voltar desse jeito deplorável!
  Ele sempre fora sisudo, mas racional. Fazia sentido. Separados quebrariam facilmente como um único feixe de vara. Juntos, formando um fascio de varas, inquebrantáveis. 


  No meio do discurso Santerrie deu ao Paulo o antídoto, pois sobrara um pouco. Com uma surpresa enorme, o Sobrevivente "sobreviveu" rapidamente. Tomou folego e levantou. Em questão de segundos, expeliu todo o veneno. De fato, ele sobrevive a tudo.


  Estava decidido. Ficariam juntos e quando todos melhorassem partiriam em busca de vingança. Estavam cansados. Com sede. Montaram guarda e descansaram.


  A guarda estava protegida, Victor Hugo, o Destemido estava no primeiro turno. Como uma sentinela sempre a guardar, fitava o horizonte e pensava. Olhava para o céu e pensava mais ainda. O que será que há além do horizonte? Ah, terei minha glória lá... Lá longe!

  
  Tomando seu cantil de água, única coisa que ele toma, de Payun viu o alvorecer do dia. Pensou nos infinitos mistérios que essas terras ainda prometem. Pensou em quantos nasceres de sol ainda veria. Pensou nas desgraças da vida.


   Ficou cabisbaixo devido aos mistérios, das dificuldades e pensou em desistir. Foi então que seus companheiros apareceram. Por um breve momento ele desistiu mas aí, finalmente percebeu que era conhecido como Victor Hugo de Payun, o Destemido, porque, de fato, era destemido e corajoso para e com os seus amigos, seus irmãos. Então aquele sentimento de desistir se extinguiu de vez. Com seus irmão reunidos, nada temeria, nada estaria no horizonte, mas sim ao seu alcance.


  E eles só esperam mais aventuras. Que decifre o mistério da longínqua terra de Mandurã.


Continua...talvez.


Cara...demorei...mas fiz. Falei que ia sair esse post HOJE! hahaha espero que gostem... 

Nocturnal, não te preocupes, farei teu post sobre futebol, mas tu podia escrever algo teu para eu colocar depois do meu, certo? haha manda no meu e-mail. =D 



 "Que viva realmente Victor Hugo, o Destemido, dentro de mim. Não temerei a grande prova. Amém!". (ponto depois de aspas... hahaha)






@victorsendoda




5 comentários:

  1. Nossa! Que imaginação fértil.
    Barbaridade Victor (o destemido), tu escreve muito bem mesmo, eu fico boba com isso. Poxa, escreve um livro man, haha to revoltada (migué), que facilidade tu tem pra escrever, mas cara, gostei mesmo da sua 'aventura', principalmente a parte 'expeliu todo o veneno', melhor pra ele...né?! E obrigada por lembrar, essa semana estou sem tempo de escrever, mas quem sabe. quero fazer algo especialmente pra tu postar, ler, sei lá o que quer com o meu texto...enfim vou arrumar um tempinho e fazer um. Sobre o que prefere? que tipo de texto? e mais uma vez cara, tu manda muito bem, parabéns..e as fotos haha sem comentários. Percebi qual deles é você, haha o mais Destemido.. kkkk
    P.S: tu é lindo cara, fala sério..além de escrever bem.. nem falo mais nada (ego)
    Beijos
    Nocturnal

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  2. Fala sério, não me contento lendo somente uma vez, muito bom Victor.. seu feio (migué).
    Viu? misturo tudo, gírias e tudo mais, mas é só um comentário, não tem nada. kkkk quem perguntou? Mas, agora eu vou, sua aventura ficou muitoo foda, tu escreve pra caramba, é lindo mesmo, mas eu necessito dormir, pelo menos 2 horas.
    "Que eu deite na cama e durma, não fique rolando durante as duas horas que tenho para descansar. Amém!".

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  3. HUAUSAUHHSAUUHASUASHUHAS... obrigado mesmo!! ih, tranquilo! Eu sei como é não ter tempo para escrever quando quer.. haha acredite. seria legal tu me contar um pouco da aventura da tua vida. Que tal? Obrigado por mais uma vez levantar um pouco do ego.. haha pelos meus calculos... tu teve que acordar às 6h... também acordei esse horário mas dormi o dobro do teu descanso. haha estou esperando hein.. =D Beijos e espero que tenhas dormido bem..

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  4. Oi, posso te contar um pouco das minhas aventuras, amanhã terei a tarde toda pra escrever, assim espero. Não sei, mas acho que gosto de alimentar o seu ego.. não sei o porque. tive que acordar 6h mesmo, trágico. Dormi bem sim, apesar de pouco tempo, consegui descansar um pouquinho. Beijos
    Nocturnal

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  5. Estarei ansioso para ler... E dependendo da vontade do Victor, escreverei amanhã à tarde o post sobre futebol..=D hahaha

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